O
que é saúde? Diante de tal questionamento buscamos a resposta da melhor forma
possível: um estudo histórico. Percebemos, pois, que a saúde é na verdade
uma imensa contextualização, que excede os “limites do corpo”. Saúde e
território se confundem, na mesma medida em que se explicam, num processo
contínuo, onde reside a reciprocidade que explica esse conceito.
E
para entendermos “saúde”, precisamos compreender que ela “reflete a conjuntura
social, econômica, política e cultural” (SCLIAR), logo o tempo, o território e
a sociedade são elementos chave nessa definição.
Dentro
desse retrocesso, pudemos ver o início da domesticação de animais e aumento nas
trocas comerciais, intensificando o número e variabilidade de certas doenças. Contemplamos
as grandes contribuições do mundo Grego, com Asclépio e suas definições, e do
mundo Romano, onde surgem ideias de saneamento básico.
Vimos
também a grande proliferação de doenças na Idade Média, em parte favorecida
pelo pensamento retrógrado da Igreja. Surgiram então importantes contribuições
para a medicina dos árabes e judeus.
Na
Idade Moderna o pensamento acerca da medicina evolui e na Era Bacteriológica
temos grandes avanços, tendo como contribuintes nomes como Pasteur e Koch.
Apenas
em 1950-70 surge o modelo multicausal, trazendo um novo e importantíssimo
redirecionamento para o entendimento da saúde. E em seguida teríamos o
entendimento do contexto social para a saúde e seu reconhecimento como Direito.
Claro
que essa visão superficial que aqui deixo, imprescinde ser melhor explanada, explorada
e debatida. Entender a saúde é o primeiro passo para garanti-la.