sábado, 29 de novembro de 2014

Ampliar a saúde

O conceito ampliado de saúde permite que seja garantido o seu real funcionamento. Saúde seria, então, não (apenas) sobre curar os doentes, mas evitar que as pessoas fiquem doentes. Para tal é preciso que os contextos social, territorial e pessoal sejam agrupados em sinergia e encadeiem uma ampla possibilidade de fatores que levariam à saúde.

Ampliar o conceito de saúde significa ampliar a garantia da saúde a qual as pessoas têm direito. Ir além de métodos posteriores de tratamento de enfermos e permitir que as pessoas vivam saudavelmente. Propagar e priorizar hábitos saudáveis de vida, permitir o acesso ao bem estar de todas as formas possíveis (emprego, convivência...) e como Adolfo Chorny bem destaca, “saúde se faz com escola, com educação, com limpeza, com cultura”. 

O que é saúde?

O que é saúde? Diante de tal questionamento buscamos a resposta da melhor forma possível: um estudo histórico. Percebemos, pois, que a saúde é na verdade uma imensa contextualização, que excede os “limites do corpo”. Saúde e território se confundem, na mesma medida em que se explicam, num processo contínuo, onde reside a reciprocidade que explica esse conceito.
E para entendermos “saúde”, precisamos compreender que ela “reflete a conjuntura social, econômica, política e cultural” (SCLIAR), logo o tempo, o território e a sociedade são elementos chave nessa definição.
Dentro desse retrocesso, pudemos ver o início da domesticação de animais e aumento nas trocas comerciais, intensificando o número e variabilidade de certas doenças. Contemplamos as grandes contribuições do mundo Grego, com Asclépio e suas definições, e do mundo Romano, onde surgem ideias de saneamento básico.
Vimos também a grande proliferação de doenças na Idade Média, em parte favorecida pelo pensamento retrógrado da Igreja. Surgiram então importantes contribuições para a medicina dos árabes e judeus.
Na Idade Moderna o pensamento acerca da medicina evolui e na Era Bacteriológica temos grandes avanços, tendo como contribuintes nomes como Pasteur e Koch.
Apenas em 1950-70 surge o modelo multicausal, trazendo um novo e importantíssimo redirecionamento para o entendimento da saúde. E em seguida teríamos o entendimento do contexto social para a saúde e seu reconhecimento como Direito.

Claro que essa visão superficial que aqui deixo, imprescinde ser melhor explanada, explorada e debatida. Entender a saúde é o primeiro passo para garanti-la.


*Deixo um link para acesso a uma linha do tempo com a evolução do conceito de Saúde através do tempo: http://www.dipity.com/bisufsbitabuna/Conceito-de-Saude-e-Doenca-ao-longo-do-tempo_1/

sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Vocação e integração

O Bacharelado Interdisciplinar me surpreende cada dia mais e percebo que não se trata apenas de uma saída de modelos tradicionais de ensino, mas de uma mudança de pensamentos arcaicos mantidos por simples convenção e comodismo.
A primeira aula do Vocacional de Saúde me surpreendeu positivamente e me trouxe esperanças de profissionais mais bem preparados e humanizados. Já nas primeiras aulas pudemos discutir e entender que o problema da Saúde (começamos por sua definição e história) não se trata apenas de quantidade, mas de qualidade e de multicausalidade.
Compreender que Saúde engloba diversos fatores é imprescindível para a formação de profissionais que se integrem à sociedade. Esse componente curricular não fala de uma vocação para manusear agulhas e bisturis, mas uma vocação para à vida e para o ser humano.

Bruno Alves